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Ser possidónio

por Neurótika Webb, em 10.07.15

Ontem fui comprar um livro, já o li, mas prometi que o ía comprar.

Aproveitei, e trouxe também, porque tenho a mania que cozinho umas coisas, o livro das Receitas Leves do chef José Avillez, com 2 "l".

(este é outro problema em Portugal, as letras dos sobrenomes começaram a reproduzir-se, se calhar em resposta ao apelo da baixa taxa de natalidade)

 

Estava a folhear a coisa, quando de repente me deparo com a receita de "Porridge de Aveia". 

Ora, "Porridge de Aveia" é a mesmíssima coisa que Papas de Aveia, mas fica mais chique, "Papas" é muito brega, muito povo, muito portuguesinho...

 

Apesar de só ter meia dúzia de costelas portuguesas, nasci em Portugal. Considero-me portuguesa de corpo e alma, e irrita-me solenemente este desdém pela nossa herança, pela nossa língua e pela nossa gastronomia, que quanto a mim, é a melhor do mundo!

 

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publicado às 13:20

Educar os filhos - Haja paciência!

por Neurótika Webb, em 17.04.15

Sou portuguesa, nasci em Portugal, mas a minha família de um lado é inglesa e do outro holandesa.

 

Cresci a falar português e inglês...o holandês, tentaram, mas sempre tive uma resistência àquilo, que só visto! Até porque lá em casa só se falava inglês.

 

O meu filho também cresceu a falar português e inglês, e tem sido uma luta porque ele fala muito melhor inglês que português. As notas a português metem dó!

 

Conversa no carro hoje de manhã:

 

- Tens que acabar o trabalho este fim de semana! Não há casa dos amigos e não há computador enquanto aquilo não tiver acabado!

- Fuck, mom!!!...

 

Fuck mom???

 

Explicar à criancinha que asneiras em inglês também não são aceitáveis foi um filme!

 

Ele sai à mãezinha, e a capacidade de argumentação é do pior!

 

Porque as asneiras em inglês não têm o mesmo peso (e?...), porque ninguém percebe (eu percebo!...e 80% da população também!), se eu prefiro que ele as diga em português (nem em português, nem em inglês, nem em mandarim!...), mas tu também as dizes (é o que dá andar todos os dias com a criança no carro...não sou propriamente uma pessoa muito calma a conduzir...).

 

Estive mesmo para responder aquela que eu ouvi tantas vezes e que me irritava solenemente, "mas eu sou eu, e sou tua mãe!". Mas num rasgo de bom senso, lá disse "pois, de vez em quando digo, mas não devia! E tu, tens que ser melhor que eu!"

 

Deixei-o na escola e vim o resto do caminho a pensar....como é que este gajo ficou tão inteligente?

publicado às 10:31


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