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Quando os mortos se levantam

por Neurótika Webb, em 11.08.15

Quando os enterrámos num cemitério perdido algures no deserto da nossa alma.

 

Para esquecer o perfume, o roçar da barba, a mão que fazia deslizar nas tuas costas quando te cumprimentava, os lábios que te roçavam o rosto e se demoravam sempre mais que o necessário,  sorriso quase envergonhado, mas lindo, a maneira como se atropelava nas palavras que lhe ruborizavam a cara morena quando falava contigo, o que proibiste a ti própria, apesar de te apetecer tanto...

 

E quando os mortos se levantam, o mesmo frio percorre-te a espinha, as mãos tremem-te, a voz morre-te na garganta e...foges o mais depressa que podes.

 

publicado às 15:22


22 diagnósticos

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De Neurótika Webb a 12.08.2015 às 11:56

lá nisso não me posso queixar, ele combina imensas coisas com amigos nossos.
mas essa de não poder ter dias não, compreendo-te "irmã", parece que temos que estar sempre bem dispostas e radiantes
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De Língua Afiada a 12.08.2015 às 12:05

Mulher sofre!
A minha mãe sempre me disse que ela nunca tinha direito a estar doente ou maldisposta.
Eu achava que ela estava a exagerar, mas afinal não.
Para além de estarmos bem dispostas ainda temos de ser capazes de nos arranjarmos em 15m e estarmos imaculadas e com um outfit que tanto dá para ir a jantar formal como para um pique-nique.
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De Neurótika Webb a 12.08.2015 às 12:11

ahahaha....é mesmo isso!
mas creio que hoje em dia ainda é pior, temos que ser umas fadas do lar, mães dedicadas, profissionais exemplares....e depois de um dia de trabalho, o jantar feito, a cozinha arrumada e os putos na cama, ainda temos que ser amantes fogosas e sexys, saídas de um filme de Hollywood!
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De Língua Afiada a 12.08.2015 às 12:18

Resumiste tudo numa frase. ahahah
Por isso andava um texto aqui há tempos na Internet em que uma senhora idosa fictícia dizia que a emancipação das mulheres foi a nossa pior conquista.
Que era muito melhor estar em casa, cuidar do lar, criar os filhos e ter disposição para o marido. Tinham tempo para as amigas e para as crianças e quando o marido chegava estavam ansiosas pela sua companhia.
É claro que isto era só para as mulheres ricas, as pobres coitadas trabalham tanto como agora e com menos direitos, mas uma coisa é certa nós queremos tudo.
E não podemos ser perfeitas em tudo, mas o problema é que as mulheres acham que podem.
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De Neurótika Webb a 12.08.2015 às 12:30

o pior é que eu acho que nós exigimos isso de nós próprias...eu falo por mim.
lutei sempre por ter a vida profissional que queria, e consegui. a casa saída de uma revista de decoração (aqui rendi-me às evidências e tenho empregada uma vez por semana, senão passava os fins de semana agarrada às limpezas e ao ferro), um filho lindo, bem educado e que sai sempre de casa impecável (apesar de estar naquela fase da alergia à água, pelo menos 1 hora a repetir a frase "vai tomar banho!"), e eu, não saio de casa sem maquilhagem, unhas e cabelo sempre arranjados, sempre impecável.
e de repente vêm as férias, com tempo para pensar, de biquini, chinelo no pé e cara lavada...e pronto, dá merda!
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De Língua Afiada a 12.08.2015 às 12:40

Eu ainda estou na fase de conquistar todas essas coisas, a planear filhos, a tentar decidir se compramos casa ou se construimos, mas já adivinho o futuro ainda mais complicado com filhos e casa decorada a preceito.
Estou insatisfeita com o emprego que tenho, não ganho para o que faço e isso deixa-me frustrada, mas esta crise veio adiar-me os planos.
Enfim quando tenho tempo para pensar dá merda!
O melhor é não pensar muito e concentrar-nos nas coisas boas.

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