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Famílias de refugiados

por Neurótika Webb, em 28.09.15

Tanta gente a levantar as vozes por essa internet fora e, ainda não ouvi uma única resposta à seguinte pergunta:

 

- Abrias a porta de tua casa a uma família de muçulmanos?

 

publicado às 16:04


39 diagnósticos

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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 10:14

E pergunta a minha santa ignorância...porquê a Europa? Porque não os Emiratos ou a Arábia Saudita?
Não se integrariam muito melhor aí?
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De Andy Bloig a 29.09.2015 às 10:21

Porque existem alguns postos de trabalho, bem pagos (em relação aos países deles), para as coisas que sabem fazer.
Porque na Europa existe uma estrutura que é baseada na confiança... que pode ser manipulada sem ser preciso usar a força.
Porque a Europa é o sítio mais perto onde ainda existem, algumas, normas sociais que evitam problemas e os deixam viver da mesma forma como viviam nos países de origem.
Porque a Europa tem dinheiro para lhes emprestar para cá viverem.
Porque 75% da Europa é Ateia e não dá importância à religião.

E mais uns milhares de coisas similares.
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 10:29

E depois ficamos com aquele tipo de refugiados que ficam a viver de subsídios de integração...enquanto temos milhares de desempregados, crianças a passar fome (mas para essas ninguém olha, só prá criancinha refugiada afogada!), idosos sem dinheiro nem assistência, famílias sem abonos...enfim, mas isso não dá fotos nos meios de comunicação social.
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De Andy Bloig a 29.09.2015 às 12:33

A foto da criança indignou muita gente... só que essas mesmas pessoas não ligaram nenhuma a imagens de pessoas a desembarcar na Grécia com Ipads e Iphones 5S Plus nas mãos. Alguns até a usá-los para mostrar aos jornalistas as rotas que já tinham definidas, incluindo comboios e autocarros que tinham de apanhar para chegar ás cidades do norte da Europa.

Se uma pessoa "deixar de ter palas" consegue perceber que isto não são pessoas a fugir da morte... tal como saíram os números oficiais de pedidos de asilo na UE e, mistérios dos mistérios, nem chegam a 20% o número de Sírios. (isto dos que foram apanhados ilegalmente nos países da UE ou que pediram para se legalizar já depois de estarem em solo europeu...)
Essas mesmas pessoas, que chamaram racistas e xenófobos a quem defendia a Hungria na construção do muro, que defendia o envio das forças militares para controlar a entrada de pessoas no espaço Schengen , agora continuam a defender as ideias que tinham (já sem as palavras duras que usavam há 2 semanas atrás... para qualquer pessoa que lhes colocasse questões simples sobre o porquê de defenderem a entrada de ilegais) mas, já se esqueceram da parte de existir um controlo sobre quem entra no território. Ou pensavam que eram só 1000 pessoas? (como se viam em posts do facebook ...) Agora descobriram que o número andará bem para cima dos 4 até a um valor na casa dos 10 milhões de pessoas até meados de 2016.
Os que defenderam a Merkel quando ela fez aquele anúncio do "venham todos que a Europa é solidária", 2 dias depois deixaram de comentar pois a mesma pessoa mandou encerrar as fronteiras e impor controlos militares a quem entrava no país... coisa que aqueles "xenófobos" defendiam antes dela fazer o discurso...

As pessoas deixaram de pensar. É mais fácil seguir o que se lê e vê numa imagem, do que usar 3 neurónios para procurar mais lados para a mesma questão. Pior é alimentarem a ideia que se podem vergar normas que seguram a nossa sociedade, para ajudar pessoas que eles nem sabem de onde são provenientes ou o que são. Depois acham estranho que existam manifestações em Berlim (onde existe uma "cidade de 2 milhões de muçulmanos" onde as normas religiosas tem mais poder que as normas germânicas...), em Londres (onde existem mais de 7 milhões e onde tem sido quebradas regras constitucionais só para a religião, pois os políticos que tem sido eleitos tem ligações a isso) e em Paris (onde existem perto de 12 milhões), onde até se organizam queimadelas da bandeira francesa por proibirem as mulheres de circularem de burka nas ruas.
E as palas ficam no sítio mesmo quando percebem que bastava terem pensado na simples questão "E se fosse eu? Eles ajudariam-me?"
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 12:41

achas que te ajudavam?

e o que acontece aos Europeus em países muçulmanos, chamados civilizados, como no Dubai?
mas alguém fala dos turistas presos por infringirem leis muçulmanas?

se eu for para um país muçulmano sou obrigada a usar um lenço a tapar o cabelo...porque é que elas cá não tiram os lenços?

estou plenamente de acordo com os franceses quando proibiram o shador nas escolas.
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De Andy Bloig a 29.09.2015 às 13:21

É disso que as pessoas deviam pensar. Até deviam ir passar 1 semana a um dos países onde a religião tem mais poder do que as normas sociais. Ou irem passear pelas ruas de uma das grandes cidades europeias, onde a vida muçulmana já domina o quotidiano. Nessa altura iram perceber as diferenças.
Ouviste o que se passou na Inglaterra no ano passado? Várias escolas públicas abriram salas de oração porque a maioria dos alunos eram muçulmanos. Depois de o governo proibir isso, alteraram os horários de forma a que o horário tivesse vazios naquelas horas. Mas, é proibido existirem referências religiosas nas escolas inglesas...

Se eles se sujeitarem ás nossas normas e formas de sociedade, que sejam bem-vindos. Se pensam que podem chegar e mudar as sociedades para serem iguais ao que tinham, então que fiquem por lá. Quando vou ali para os lados do Martim Moniz (Lisboa) encontraram-se tantas mulheres totalmente tapadas que mais parecem fantasmas. Entrar numa loja e ver uma mulher totalmente coberta só com os olhos à mostra, quando se eu levar uma máscara de carnaval, pedem-me logo que a tire, pois não posso lá andar com a máscara.
Se é para sermos iguais, essas coisas tem de ser adaptadas à sociedade onde estão. Eles não aceitam isso. É disto que as pessoas devem pensar.
Estes querem migrar para melhorar de vida... não é para fugirem de guerras e perseguições. Daí já terem os caminhos escolhidos. Um refugiado aceita ajuda de qualquer país que lhes dê apoio. Não vai escolher para onde quer ir. Qualquer coisa é melhor do que onde estavam...

Só acho giro é os meios de comunicação social não falarem dos 550 sírios a quem Portugal concedeu o estatuto de refugiado em 2012. Neste momento só estão 50 e poucos cá a viver... os outros mudaram-se para Inglaterra, França e Suécia. Porque estiveram cá 2 anos, receberam o visto de residência e mudaram para outro lado, baseado nisso.
Só que isto não interessa pensar quando se vê alguma criança falecer numa praia...
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 13:30

Ó pá....as criancinhas mortas na praia é que vendem jornais e dão audiências!

Eu por mim nem me importo nada que eles só cá estejam 2 anos, por mim podiam só ficar 6 meses.

E, tens razão, a última vez que fui a França em trabalho, fui a Toulouse e até tive medo de andar na rua. É só muçulmanos sentados no chão, em todas as ruas. No hotel aconselharam-nos para não andarmos na rua depois da meia noite!

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