Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Famílias de refugiados

por Neurótika Webb, em 28.09.15

Tanta gente a levantar as vozes por essa internet fora e, ainda não ouvi uma única resposta à seguinte pergunta:

 

- Abrias a porta de tua casa a uma família de muçulmanos?

 

publicado às 16:04


39 diagnósticos

Imagem de perfil

De Andy Bloig a 29.09.2015 às 00:52

O problema disto tudo é que anda por aí muita gente nas redes sociais que nem sabem do que estão a comentar... limitam-se a imaginar que é tudo pessoas coitadas que foram expulsas do sítio onde viviam e estão a fugir para sobreviver...
A grande maioria destes 400000 (números redondos até à passada Sexta-feira) são pessoas da classe média alta de vários países do próximo oriente ou mesmo da Ásia. No primeiro grupo de 25000 que foram registados na Alemanha, até iam 36 chineses. Da Síria serão menos de 25%. Boa parte destes "refugiados" estavam na Turquia (ou nos seus próprios países, como o Paquistão, Afeganistão, Índia , Bangladesh, Sri Lanka, Indonésia...) só que, por não serem de locais registados como estando em perigo, não lhes era concedido o estatuto de refugiado. Sem essa declaração, não podiam começar a tratar da documentação. Com os primeiros grupos a conseguirem entrar na Europa sem qualquer controlo, criou-se o fluxo que estamos a ver agora, com mais de 15000 pessoas, por dia, a entrarem na Europa Central.
Interessante é que muitos dos "apoiantes" criticaram a Hungria por causa do muro... agora já mudaram de opinião e o muro afinal até tem razão de ser, para poderem controlar quem viaja pelo país e para onde vão. (a grande maioria (para não dizer totalidade...) nem sabe que Espanha possuí 2 muros, muito maiores, no Norte de África que foram pagos, em parte, pela União Europeia para travar as invasões de não documentados)
Outra coisa engraçada é dizerem que eles não tem nada e precisam de ajuda... quando surgem milhares destes "refugiados" a usarem telemóveis de 800 euros. E a pagarem 3000 a 5000 euros pelos bilhetes de comboio, autocarros ou táxis para chegarem ao centro da Europa. Quando um bilhete de Atenas para Berlim custa menos de 250 euros... de avião.

E há a situação que teve muito apoio no facebook e ganhou cobertura televisiva que é o grupo de 4 automóveis que partiu no Sábado para a Croácia para irem buscar famílias de refugiados que queiram vir para Portugal. Estas pessoas nem sabem o que estão a fazer... se uma força policial europeia os manda parar (e não precisa de ser numa fronteira), eles são detidos por auxílio à emigração ilegal... pois o que estão a fazer é um crime igual aos traficantes que recebem dinheiro para trazer pessoas para a Europa. Podem ser solidários ao apoiar os serviços do estado ligados ao ACNUR. Esses é que tem pessoas nos campos de refugiados da Turquia, Líbano, Egipto e Argélia que vão registando os pedidos e dando apoio a quem quer vir para Portugal. Depois de passarem por essa validação é que lhes é concedido o estatuto e podem viajar.
Ir buscar alguém ilegal a outro país, é crime. Será que alguém pensou nisso quando se meteram a caminho, com tanto apoio que receberam nas redes sociais?
E quem questiona estas coisas, tão básicas, é considerado "xenófobo", "racista" e "assassino de crianças"... quando são questões tão simples de se fazerem e que nós vivemos todos na nossa vida diária.
(nem é preciso ir ao terrorismo ou à religião... que serão problemas para mais tarde. Muitas cidades europeias já sabem o que tem às portas, pois já lá tem comunidades que vão crescer e aumentar os extremismos por ambas as partes.)
Imagem de perfil

De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 09:07

Muita gente respondeu a esta pergunta "literalmente"...é claro que isto tem a ver com a integração destas pessoas na nossa sociedade!

Eu li que eles, só aos fulanos que os tiram da Síria, pagam 2000 dólares por cabeça. Mas, é normal eles pagarem esses preços por bilhetes de comboio, as companhias aéreas cancelaram os voos para a Síria.

Obrigada pelo teu comentário...é bom ter comentários informados em vez de posts de malta que não lê jornais e que acha que temos que ajudar os "coitadinhos"...eles são tudo menos isso. Já o tinha dito aqui, aquilo é a classe média alta, licenciados, falam inglês....

A factura a pagar por isto vem mais tarde.
Apesar de ter dito que sou descendente de refugiados da 2ª guerra mundial, a minha bisavó e as filhas (a minha avó e duas irmãs) eram holandesas...mas nessa altura não houve coberturas da comunicação social, nem ajudas financeiras, tiveram que recomeçar do zero, sozinhas! O meu bisavô era diplomata e estava na Alemanha e, graças a isso conseguiu que a família saísse da Holanda uns meses antes do início da guerra. A minha avó só voltou a ver o pai em 1946, já casada e com um filho!
Na altura era muito pior e não havia segurança social que lhes valesse!

Imagem de perfil

De Andy Bloig a 29.09.2015 às 10:03

Não estava a referir o preço de saírem da Síria e chegarem à Europa... é mesmo o que eles gastam em comboios, autocarros e táxis para viajarem da Grécia para a Alemanha-França . Muitos milhares de refugiados pagaram entre 2500 a, mais de, 4000 euros de táxi para irem da fronteira da Hungria-Austria para dentro da Alemanha, mesmo que tivessem de contornar a Suíça e entrarem pela fronteira francesa. Demoram mais de 7 dias em viagem... quando a viagem de avião ficaria muito mais barata e demora 4 horas. O problema é que para embarcarem no avião, precisam de documentos válidos... documentos que eles não querem pedir.

99,999999999% dos que estão a chegar à Europa já saíram dos países deles há mais de 3 meses. Estiveram em campos seguros na Turquia, Argélia, Egipto e Tunísia. Estes não são os que pagam 2000 euros para poderem ter um lugar num barco de pesca que se aproxime da Itália... Estes fazem a travessia muito mais curta entre a Turquia e Grécia. E estão muitíssimo bem informados sobre o que se passa. Para além de já terem a rota traçada.

As pessoas levam a palavra solidariedade demasiado longe... devemos ser solidários só que é preciso ter as bases para isso. Neste momento teremos um valor a rondar o meio milhão de pessoas, espalhadas pela Europa que ninguém sabe quem são. Qualquer coisa que se passe com estas pessoas, não existem registos deles em lado nenhum.

Esses eram tempos diferentes. Nessa altura eram mesmo refugiados a fugir da situação que se agravou... a maioria destes estão à procura de uma vida melhor. São migrantes que vão em busca de salários que não conseguem obter nos países onde estão. Daí já terem um destino escolhido quando abandonam os campos de refugiados onde estão à espera de autorização para viajarem para este ou aquele país.

Outra coisa gira é que se encontram tantos comentários sobre os 160000 que a UE decidiu acolher, que nem imaginam que esses 160000 são para os que já estão registados na Grécia, Itália e Turquia. Estes que estão a rebentar com as fronteiras de leste, não fazem parte desses valores...
Imagem de perfil

De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 10:14

E pergunta a minha santa ignorância...porquê a Europa? Porque não os Emiratos ou a Arábia Saudita?
Não se integrariam muito melhor aí?
Imagem de perfil

De Andy Bloig a 29.09.2015 às 10:21

Porque existem alguns postos de trabalho, bem pagos (em relação aos países deles), para as coisas que sabem fazer.
Porque na Europa existe uma estrutura que é baseada na confiança... que pode ser manipulada sem ser preciso usar a força.
Porque a Europa é o sítio mais perto onde ainda existem, algumas, normas sociais que evitam problemas e os deixam viver da mesma forma como viviam nos países de origem.
Porque a Europa tem dinheiro para lhes emprestar para cá viverem.
Porque 75% da Europa é Ateia e não dá importância à religião.

E mais uns milhares de coisas similares.
Imagem de perfil

De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 10:29

E depois ficamos com aquele tipo de refugiados que ficam a viver de subsídios de integração...enquanto temos milhares de desempregados, crianças a passar fome (mas para essas ninguém olha, só prá criancinha refugiada afogada!), idosos sem dinheiro nem assistência, famílias sem abonos...enfim, mas isso não dá fotos nos meios de comunicação social.
Imagem de perfil

De Andy Bloig a 29.09.2015 às 12:33

A foto da criança indignou muita gente... só que essas mesmas pessoas não ligaram nenhuma a imagens de pessoas a desembarcar na Grécia com Ipads e Iphones 5S Plus nas mãos. Alguns até a usá-los para mostrar aos jornalistas as rotas que já tinham definidas, incluindo comboios e autocarros que tinham de apanhar para chegar ás cidades do norte da Europa.

Se uma pessoa "deixar de ter palas" consegue perceber que isto não são pessoas a fugir da morte... tal como saíram os números oficiais de pedidos de asilo na UE e, mistérios dos mistérios, nem chegam a 20% o número de Sírios. (isto dos que foram apanhados ilegalmente nos países da UE ou que pediram para se legalizar já depois de estarem em solo europeu...)
Essas mesmas pessoas, que chamaram racistas e xenófobos a quem defendia a Hungria na construção do muro, que defendia o envio das forças militares para controlar a entrada de pessoas no espaço Schengen , agora continuam a defender as ideias que tinham (já sem as palavras duras que usavam há 2 semanas atrás... para qualquer pessoa que lhes colocasse questões simples sobre o porquê de defenderem a entrada de ilegais) mas, já se esqueceram da parte de existir um controlo sobre quem entra no território. Ou pensavam que eram só 1000 pessoas? (como se viam em posts do facebook ...) Agora descobriram que o número andará bem para cima dos 4 até a um valor na casa dos 10 milhões de pessoas até meados de 2016.
Os que defenderam a Merkel quando ela fez aquele anúncio do "venham todos que a Europa é solidária", 2 dias depois deixaram de comentar pois a mesma pessoa mandou encerrar as fronteiras e impor controlos militares a quem entrava no país... coisa que aqueles "xenófobos" defendiam antes dela fazer o discurso...

As pessoas deixaram de pensar. É mais fácil seguir o que se lê e vê numa imagem, do que usar 3 neurónios para procurar mais lados para a mesma questão. Pior é alimentarem a ideia que se podem vergar normas que seguram a nossa sociedade, para ajudar pessoas que eles nem sabem de onde são provenientes ou o que são. Depois acham estranho que existam manifestações em Berlim (onde existe uma "cidade de 2 milhões de muçulmanos" onde as normas religiosas tem mais poder que as normas germânicas...), em Londres (onde existem mais de 7 milhões e onde tem sido quebradas regras constitucionais só para a religião, pois os políticos que tem sido eleitos tem ligações a isso) e em Paris (onde existem perto de 12 milhões), onde até se organizam queimadelas da bandeira francesa por proibirem as mulheres de circularem de burka nas ruas.
E as palas ficam no sítio mesmo quando percebem que bastava terem pensado na simples questão "E se fosse eu? Eles ajudariam-me?"
Imagem de perfil

De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 12:41

achas que te ajudavam?

e o que acontece aos Europeus em países muçulmanos, chamados civilizados, como no Dubai?
mas alguém fala dos turistas presos por infringirem leis muçulmanas?

se eu for para um país muçulmano sou obrigada a usar um lenço a tapar o cabelo...porque é que elas cá não tiram os lenços?

estou plenamente de acordo com os franceses quando proibiram o shador nas escolas.
Imagem de perfil

De Andy Bloig a 29.09.2015 às 13:21

É disso que as pessoas deviam pensar. Até deviam ir passar 1 semana a um dos países onde a religião tem mais poder do que as normas sociais. Ou irem passear pelas ruas de uma das grandes cidades europeias, onde a vida muçulmana já domina o quotidiano. Nessa altura iram perceber as diferenças.
Ouviste o que se passou na Inglaterra no ano passado? Várias escolas públicas abriram salas de oração porque a maioria dos alunos eram muçulmanos. Depois de o governo proibir isso, alteraram os horários de forma a que o horário tivesse vazios naquelas horas. Mas, é proibido existirem referências religiosas nas escolas inglesas...

Se eles se sujeitarem ás nossas normas e formas de sociedade, que sejam bem-vindos. Se pensam que podem chegar e mudar as sociedades para serem iguais ao que tinham, então que fiquem por lá. Quando vou ali para os lados do Martim Moniz (Lisboa) encontraram-se tantas mulheres totalmente tapadas que mais parecem fantasmas. Entrar numa loja e ver uma mulher totalmente coberta só com os olhos à mostra, quando se eu levar uma máscara de carnaval, pedem-me logo que a tire, pois não posso lá andar com a máscara.
Se é para sermos iguais, essas coisas tem de ser adaptadas à sociedade onde estão. Eles não aceitam isso. É disto que as pessoas devem pensar.
Estes querem migrar para melhorar de vida... não é para fugirem de guerras e perseguições. Daí já terem os caminhos escolhidos. Um refugiado aceita ajuda de qualquer país que lhes dê apoio. Não vai escolher para onde quer ir. Qualquer coisa é melhor do que onde estavam...

Só acho giro é os meios de comunicação social não falarem dos 550 sírios a quem Portugal concedeu o estatuto de refugiado em 2012. Neste momento só estão 50 e poucos cá a viver... os outros mudaram-se para Inglaterra, França e Suécia. Porque estiveram cá 2 anos, receberam o visto de residência e mudaram para outro lado, baseado nisso.
Só que isto não interessa pensar quando se vê alguma criança falecer numa praia...
Imagem de perfil

De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 13:30

Ó pá....as criancinhas mortas na praia é que vendem jornais e dão audiências!

Eu por mim nem me importo nada que eles só cá estejam 2 anos, por mim podiam só ficar 6 meses.

E, tens razão, a última vez que fui a França em trabalho, fui a Toulouse e até tive medo de andar na rua. É só muçulmanos sentados no chão, em todas as ruas. No hotel aconselharam-nos para não andarmos na rua depois da meia noite!

Comentar neurose



Neuroses

Neuroses

Fovias

Manias

Insonias

OS OUTROS BLOGS



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.