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Crises existênciais de um adolescente

por Neurótika Webb, em 28.01.16

O meu filho está no meio de uma crise existêncial. 

Quer deixar a escola. Diz que está desmotivado e que não entende os métodos de ensino, que não lhe estão a ensinar nada de novo.

O meu papel é pressioná-lo para acabar o 12º ano e ir para a faculdade.

O problema é contra-argumentar com ele, quando ele está cheio de razão.

Quando num curso de artes, o professor de multimédia pede uma trabalho em Movie Maker, é para rir, não é?

Ou quando a professora de projecto lhes pede a apresentação do portfólio anual em Power Point, então é mesmo de rebolar no chão a rir.

Como referi na última reunião de pais, se um designer me enviar o portfólio em Power Point, nem sequer abro. Não admito que um candidato a uma vaga de designer me envie os trabalhos num programa do....Office! Isto mostra-me que não tem competências suficientes para trabalhar com ferramentas profissionais de design.

 

Mas então que raio de competências é que estão a transmitir ao meu filho, quando um dos professores nem sequer sabia o que era o Bambu?

 

O sistema de ensino português está obsoleto e com professores que pararam no tempo e não têm a mais remota ideia do que se passa no mercado de trabalho!

 

Ou, não passámos já todos por isto há 20 anos atrás, em que entrámos no mercado de trabalho e ficámos a olhar para o monitor do computador sem fazer a mais remota ideia de como funcionava o programa que estava à nossa frente? 

 

E não evoluímos nada? 

 

Não há um diálogo entre o sistema de ensino e os empregadores?

 

É ridículo!

 

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publicado às 13:18


49 diagnósticos

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De AB a 29.01.2016 às 11:01

Tanto comentário contra os professores.
Eu sou aluno Universitário mas sei que os professores limitam-se a dar a matéria presente nos currículos desenvolvidos pelo Ministério da Educação.
O problema está nestes currículos. Confesso que não me admira que no domínio das artes esses currículos tenham tido pouca atenção visto que os sucessivos governos que temos tido dão pouca (ou nenhuma) importância ao desenvolvimento cultural da sua população.
O excesso de carga de trabalho que os alunos têm vindo a suportar deve-se também aos actuais currículos serem excessivos e mal organizados.
Todos estes problemas são culpa do Ministério e não dos professores.
Após os currículos serem alterados os professores teriam que se adaptar e aprender as novas ferramentas como qualquer outro profissional do mercado de trabalho.

Tudo isto não retira o facto de haver uma minoria de professores com pouca capacidade de trabalhar mas isso acontece em todas as áreas de trabalho. Há sempre uma minoria que não é competente.

PS: Estou farto de escrever a palavra currículos. ;)
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De Neurótika Webb a 29.01.2016 às 11:16

E fazes muito bem, o currículo é a primeira ferramenta que tens que dominar quando entras no mercado de trabalho.

E tens razão, como já o disse aqui, os professores são como qualquer outro profissional. Se não nos deixarem evoluir e não nos derem condições de trabalho, todos nós desanimamos e não conseguimos fazer um bom trabalho.

No caso da educação e da cultura, tem sido um problema neste país, resultando em líderes políticos absolutamente miseráveis e mal preparados.

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