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Famílias de refugiados

por Neurótika Webb, em 28.09.15

Tanta gente a levantar as vozes por essa internet fora e, ainda não ouvi uma única resposta à seguinte pergunta:

 

- Abrias a porta de tua casa a uma família de muçulmanos?

 

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publicado às 16:04


39 diagnósticos

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De RAA a 28.09.2015 às 16:36

De muçulmanos, de cristãos ou de ateus (ou mesmo de iazidis -- religião que desconhecia atá há pouco).
Como ateu, e consequentemente laico, a religião é para ser vivida livremente dentro dos templos respectivos. É aí que a Europa não deve claudicar, como tem sucedido.

Por outro lado, tanto quanto julgo saber, a ideia não é a de que os refugiados fiquem alojados em casas de famílias, mas em habitações arranjadas para esse efeito. Mas se houver famílias que tenham a generosidade e a grandeza (e os meios) de os acolher, melhor ainda.
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De Neurótika Webb a 28.09.2015 às 17:08

daí a tal notícia de 35% dos refugiados terem recusado as habitações que lhe foram atribuídas, porque não tinham condições.

o que ninguém fala é que esta é a classe média alta da Síria...duvido que se o mesmo acontecesse em Portugal, houvesse por aí muita gente com 2000 dólares por cabeça para pagar a quem os tira de lá!

eu já disse que não emito opinião, nem posso...em 1938, a minha bisavó entrou em Portugal com as 3 filhas, por sorte estava casada com um diplomata que estava na Alemanha e conseguiu fugir antes da guerra começar. sou portuguesa e descendente de refugiados...

neste caso, até percebo algumas das reservas que muita gente tem...é impossível saber, se no meio dos sírios também não estarão terroristas islâmicos.
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De RAA a 28.09.2015 às 20:00

Estás então numa situação privilegiada para te pores nas sandálias deles.

Desconhecia essa percentagem, e vamos supor que é fidedigna. No entanto, a questão da classe não me parece muito relevante, quando a guerra nos bate à porta. Queremos salvar-nos e aos nossos. É humano. Acontece a todos. Vai acontecer-nos -- se não a nós mesmos, aos nossos filhos e netos. É uma questão de tempo.

Quanto aos terroristas islâmicos, eles já cá (este 'cá' é a Europa) estão há muito tempo, não precisam de infiltrar-se. Aliás, se fossem descobertos no meio dos verdadeiros refugiados, seriam denunciados, para dizer o mínimo.

As populações da Síria, do Iraque, querem viver a sua vida normalmente, e neste momento são os primeiros reféns do Estado islâmico -- uma coisa que existe graças a uma coisa que se chamou Guerra do Iraque, e cujas consequências estamos todos a sofrer, uns mais do que outros.
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 08:47

Concordo plenamente contigo...isto tudo por causa da cotação do barril de petróleo!

O que me irrita é que acham que nos podem enfiar pela garganta abaixo a história da "libertação do Iraque". Só funciona para quem não percebe nada do assunto, ou não lê jornais! O regime do Sadam, que eram os sunitas, era o que controlava os chiitas, que na sua maioria são fundamentalistas islâmicos.

Os estúpidos dos americanos acabaram com o regime do Sadam, não porque era um regime, mas porque dá jeito ter guerras naquela região para inflacionar o preço do barril de petróleo...mas os chiitas odeiam mais os americanos do que odeiam os sunitas.

E ninguém vê que estas guerras aconteceram precisamente nas administrações da família Bush...que são produtores de petróleo!
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De Alexandra a 28.09.2015 às 18:26

Não, não abria.
Como não abria a uma de cristãos, nem de ateus, nem a nenhuma outra qualquer religião. Enfim, não abria a desconhecidos. Mas estou disposta a contribuir para que vivam bem numa casa só deles seja cedida, arrendada, como for.
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De Neurótika Webb a 28.09.2015 às 18:49

vamos todos contribuir...com os nossos impostos, quer queiramos quer não.
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De Alexandra a 28.09.2015 às 19:09

Eu quero.
Não sei a quantia de impostos que será dada a esse fim, mas já vi dinheiro público mais mal gasto.
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 08:39

eu por acaso preferia que o dinheiro dos meus impostos fosse para aquelas crianças portuguesas que estão a passar fome...ou para os idosos...mas esses não dão fotografias nem artigos na comunicação social!

acho que devíamos "arrumar a casa" primeiro.
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De Alexandra a 29.09.2015 às 21:26

Eu cá acho que crianças são crianças, independentemente da nacionalidade.
As "nossas", apesar das dificuldades, vivem em paz, as "outras" estão a fugir da guerra e da morte.
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De Neurótika Webb a 30.09.2015 às 08:35

Compreendo tudo o que dizes, mas esta questão é bem mais complexa, nomeadamente porque essas crianças não são propriamente de famílias refugiadas pobres.
Vão cá ficar 2 anos, conseguem o estatuto de refugiados e vão-se embora.
Mas no meio disto tudo, não vejo os Estados Unidos fazerem seja o que for...foram eles que provocaram isto tudo.
Não sei se viste a entrevista que um jornalista português fez a uns refugiados, ninguém queria vir para Portugal. "Portugal é só futebol." diziam eles.
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De Alexandra a 30.09.2015 às 18:42

E só se fossem de famílias pobres mereciam ajuda? Porque são de famílias ricas devem ser condenadas a viver em guerra?
Qual é o problema de irem embora ao fim de 2 anos? É essa a ideia de um refugiado, voltar para a sua terra quando a situação estabilizar.
Como os Estados Unidos não ajudam nós também devemos fazer o mesmo? Eu acho que lá porque os outros fazem mal, eu devo fazer a coisa certa.
Compreendo perfeitamente que queiram ir para a Alemanha, para além de ser o único país que disse oficialmente ter as "portas abertas", é o que garante melhores condições. Vi uma refugiada a dizer isso, sendo que o que disse foi que de Portugal só conhecia o futebol. É um bocadinho diferente de Portugal ser só futebol.
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De O Homem Certo a 28.09.2015 às 19:05

Se me perguntares se batessem à porta do nada se abria a porta. Respondo que não

Agora se fosse um encontro combinado sim. Mas para jantar ou assim
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 08:34

Olha o meu menino! Andava com saudades tuas! :)

Compreendo-te...e se fosse um sírio giro....
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De O Homem Certo a 29.09.2015 às 11:25

Eh Eh se fosse giro era bónus
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 11:54

e te aparecesse o Ahmad Mourad...até podia ficar indefinidamente!
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De O Homem Certo a 29.09.2015 às 13:32

O escritor? Não faz o meu género
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De O Homem Certo a 29.09.2015 às 14:10

Gosto. Podia ficar lá em casa
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 14:14

Estavas a confundir com o Ahmed...este é Ahmad.
Calculei que gostasses.
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De Bruninho a 28.09.2015 às 20:55

Não, não lhes abriria a minha porta.
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 08:50

esse é que é o problema! ninguém nos perguntou nada...
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De Dama de espadas a 28.09.2015 às 21:59

Não abria.
Mas também não abria a ninguém independentemente da religião.
Abrir abro a alguns (muito poucos) membros de família.
Mais não
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 08:51

Este é o problema...é claro que não vamos ter famílias de refugiados em casa.
A pergunta tem a ver com a integração social destas pessoas.
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De Anónimo a 29.09.2015 às 09:11

Em relação á integração sou a favor.
Não acho bem a separação em guetos, acho q isso marginaliza. Mas teria de ser tudo muito bem regulamentado. Se eles estiverem dispostos a aceitar as regras de convivência europeia, respeitar os nossos costumes e não nos tentarem impor os deles. Já chegam as chatas das avós jeovas com os livros da sentinela
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 10:11

eles vão continuar com os deles. temos leis de liberdade religiosa.
vamos sempre ter que levar com mulheres de cabeça tapada.
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De Andy Bloig a 29.09.2015 às 00:52

O problema disto tudo é que anda por aí muita gente nas redes sociais que nem sabem do que estão a comentar... limitam-se a imaginar que é tudo pessoas coitadas que foram expulsas do sítio onde viviam e estão a fugir para sobreviver...
A grande maioria destes 400000 (números redondos até à passada Sexta-feira) são pessoas da classe média alta de vários países do próximo oriente ou mesmo da Ásia. No primeiro grupo de 25000 que foram registados na Alemanha, até iam 36 chineses. Da Síria serão menos de 25%. Boa parte destes "refugiados" estavam na Turquia (ou nos seus próprios países, como o Paquistão, Afeganistão, Índia , Bangladesh, Sri Lanka, Indonésia...) só que, por não serem de locais registados como estando em perigo, não lhes era concedido o estatuto de refugiado. Sem essa declaração, não podiam começar a tratar da documentação. Com os primeiros grupos a conseguirem entrar na Europa sem qualquer controlo, criou-se o fluxo que estamos a ver agora, com mais de 15000 pessoas, por dia, a entrarem na Europa Central.
Interessante é que muitos dos "apoiantes" criticaram a Hungria por causa do muro... agora já mudaram de opinião e o muro afinal até tem razão de ser, para poderem controlar quem viaja pelo país e para onde vão. (a grande maioria (para não dizer totalidade...) nem sabe que Espanha possuí 2 muros, muito maiores, no Norte de África que foram pagos, em parte, pela União Europeia para travar as invasões de não documentados)
Outra coisa engraçada é dizerem que eles não tem nada e precisam de ajuda... quando surgem milhares destes "refugiados" a usarem telemóveis de 800 euros. E a pagarem 3000 a 5000 euros pelos bilhetes de comboio, autocarros ou táxis para chegarem ao centro da Europa. Quando um bilhete de Atenas para Berlim custa menos de 250 euros... de avião.

E há a situação que teve muito apoio no facebook e ganhou cobertura televisiva que é o grupo de 4 automóveis que partiu no Sábado para a Croácia para irem buscar famílias de refugiados que queiram vir para Portugal. Estas pessoas nem sabem o que estão a fazer... se uma força policial europeia os manda parar (e não precisa de ser numa fronteira), eles são detidos por auxílio à emigração ilegal... pois o que estão a fazer é um crime igual aos traficantes que recebem dinheiro para trazer pessoas para a Europa. Podem ser solidários ao apoiar os serviços do estado ligados ao ACNUR. Esses é que tem pessoas nos campos de refugiados da Turquia, Líbano, Egipto e Argélia que vão registando os pedidos e dando apoio a quem quer vir para Portugal. Depois de passarem por essa validação é que lhes é concedido o estatuto e podem viajar.
Ir buscar alguém ilegal a outro país, é crime. Será que alguém pensou nisso quando se meteram a caminho, com tanto apoio que receberam nas redes sociais?
E quem questiona estas coisas, tão básicas, é considerado "xenófobo", "racista" e "assassino de crianças"... quando são questões tão simples de se fazerem e que nós vivemos todos na nossa vida diária.
(nem é preciso ir ao terrorismo ou à religião... que serão problemas para mais tarde. Muitas cidades europeias já sabem o que tem às portas, pois já lá tem comunidades que vão crescer e aumentar os extremismos por ambas as partes.)
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 09:07

Muita gente respondeu a esta pergunta "literalmente"...é claro que isto tem a ver com a integração destas pessoas na nossa sociedade!

Eu li que eles, só aos fulanos que os tiram da Síria, pagam 2000 dólares por cabeça. Mas, é normal eles pagarem esses preços por bilhetes de comboio, as companhias aéreas cancelaram os voos para a Síria.

Obrigada pelo teu comentário...é bom ter comentários informados em vez de posts de malta que não lê jornais e que acha que temos que ajudar os "coitadinhos"...eles são tudo menos isso. Já o tinha dito aqui, aquilo é a classe média alta, licenciados, falam inglês....

A factura a pagar por isto vem mais tarde.
Apesar de ter dito que sou descendente de refugiados da 2ª guerra mundial, a minha bisavó e as filhas (a minha avó e duas irmãs) eram holandesas...mas nessa altura não houve coberturas da comunicação social, nem ajudas financeiras, tiveram que recomeçar do zero, sozinhas! O meu bisavô era diplomata e estava na Alemanha e, graças a isso conseguiu que a família saísse da Holanda uns meses antes do início da guerra. A minha avó só voltou a ver o pai em 1946, já casada e com um filho!
Na altura era muito pior e não havia segurança social que lhes valesse!

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De Andy Bloig a 29.09.2015 às 10:03

Não estava a referir o preço de saírem da Síria e chegarem à Europa... é mesmo o que eles gastam em comboios, autocarros e táxis para viajarem da Grécia para a Alemanha-França . Muitos milhares de refugiados pagaram entre 2500 a, mais de, 4000 euros de táxi para irem da fronteira da Hungria-Austria para dentro da Alemanha, mesmo que tivessem de contornar a Suíça e entrarem pela fronteira francesa. Demoram mais de 7 dias em viagem... quando a viagem de avião ficaria muito mais barata e demora 4 horas. O problema é que para embarcarem no avião, precisam de documentos válidos... documentos que eles não querem pedir.

99,999999999% dos que estão a chegar à Europa já saíram dos países deles há mais de 3 meses. Estiveram em campos seguros na Turquia, Argélia, Egipto e Tunísia. Estes não são os que pagam 2000 euros para poderem ter um lugar num barco de pesca que se aproxime da Itália... Estes fazem a travessia muito mais curta entre a Turquia e Grécia. E estão muitíssimo bem informados sobre o que se passa. Para além de já terem a rota traçada.

As pessoas levam a palavra solidariedade demasiado longe... devemos ser solidários só que é preciso ter as bases para isso. Neste momento teremos um valor a rondar o meio milhão de pessoas, espalhadas pela Europa que ninguém sabe quem são. Qualquer coisa que se passe com estas pessoas, não existem registos deles em lado nenhum.

Esses eram tempos diferentes. Nessa altura eram mesmo refugiados a fugir da situação que se agravou... a maioria destes estão à procura de uma vida melhor. São migrantes que vão em busca de salários que não conseguem obter nos países onde estão. Daí já terem um destino escolhido quando abandonam os campos de refugiados onde estão à espera de autorização para viajarem para este ou aquele país.

Outra coisa gira é que se encontram tantos comentários sobre os 160000 que a UE decidiu acolher, que nem imaginam que esses 160000 são para os que já estão registados na Grécia, Itália e Turquia. Estes que estão a rebentar com as fronteiras de leste, não fazem parte desses valores...
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 10:14

E pergunta a minha santa ignorância...porquê a Europa? Porque não os Emiratos ou a Arábia Saudita?
Não se integrariam muito melhor aí?
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De Andy Bloig a 29.09.2015 às 10:21

Porque existem alguns postos de trabalho, bem pagos (em relação aos países deles), para as coisas que sabem fazer.
Porque na Europa existe uma estrutura que é baseada na confiança... que pode ser manipulada sem ser preciso usar a força.
Porque a Europa é o sítio mais perto onde ainda existem, algumas, normas sociais que evitam problemas e os deixam viver da mesma forma como viviam nos países de origem.
Porque a Europa tem dinheiro para lhes emprestar para cá viverem.
Porque 75% da Europa é Ateia e não dá importância à religião.

E mais uns milhares de coisas similares.
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 10:29

E depois ficamos com aquele tipo de refugiados que ficam a viver de subsídios de integração...enquanto temos milhares de desempregados, crianças a passar fome (mas para essas ninguém olha, só prá criancinha refugiada afogada!), idosos sem dinheiro nem assistência, famílias sem abonos...enfim, mas isso não dá fotos nos meios de comunicação social.
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De Andy Bloig a 29.09.2015 às 12:33

A foto da criança indignou muita gente... só que essas mesmas pessoas não ligaram nenhuma a imagens de pessoas a desembarcar na Grécia com Ipads e Iphones 5S Plus nas mãos. Alguns até a usá-los para mostrar aos jornalistas as rotas que já tinham definidas, incluindo comboios e autocarros que tinham de apanhar para chegar ás cidades do norte da Europa.

Se uma pessoa "deixar de ter palas" consegue perceber que isto não são pessoas a fugir da morte... tal como saíram os números oficiais de pedidos de asilo na UE e, mistérios dos mistérios, nem chegam a 20% o número de Sírios. (isto dos que foram apanhados ilegalmente nos países da UE ou que pediram para se legalizar já depois de estarem em solo europeu...)
Essas mesmas pessoas, que chamaram racistas e xenófobos a quem defendia a Hungria na construção do muro, que defendia o envio das forças militares para controlar a entrada de pessoas no espaço Schengen , agora continuam a defender as ideias que tinham (já sem as palavras duras que usavam há 2 semanas atrás... para qualquer pessoa que lhes colocasse questões simples sobre o porquê de defenderem a entrada de ilegais) mas, já se esqueceram da parte de existir um controlo sobre quem entra no território. Ou pensavam que eram só 1000 pessoas? (como se viam em posts do facebook ...) Agora descobriram que o número andará bem para cima dos 4 até a um valor na casa dos 10 milhões de pessoas até meados de 2016.
Os que defenderam a Merkel quando ela fez aquele anúncio do "venham todos que a Europa é solidária", 2 dias depois deixaram de comentar pois a mesma pessoa mandou encerrar as fronteiras e impor controlos militares a quem entrava no país... coisa que aqueles "xenófobos" defendiam antes dela fazer o discurso...

As pessoas deixaram de pensar. É mais fácil seguir o que se lê e vê numa imagem, do que usar 3 neurónios para procurar mais lados para a mesma questão. Pior é alimentarem a ideia que se podem vergar normas que seguram a nossa sociedade, para ajudar pessoas que eles nem sabem de onde são provenientes ou o que são. Depois acham estranho que existam manifestações em Berlim (onde existe uma "cidade de 2 milhões de muçulmanos" onde as normas religiosas tem mais poder que as normas germânicas...), em Londres (onde existem mais de 7 milhões e onde tem sido quebradas regras constitucionais só para a religião, pois os políticos que tem sido eleitos tem ligações a isso) e em Paris (onde existem perto de 12 milhões), onde até se organizam queimadelas da bandeira francesa por proibirem as mulheres de circularem de burka nas ruas.
E as palas ficam no sítio mesmo quando percebem que bastava terem pensado na simples questão "E se fosse eu? Eles ajudariam-me?"
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 12:41

achas que te ajudavam?

e o que acontece aos Europeus em países muçulmanos, chamados civilizados, como no Dubai?
mas alguém fala dos turistas presos por infringirem leis muçulmanas?

se eu for para um país muçulmano sou obrigada a usar um lenço a tapar o cabelo...porque é que elas cá não tiram os lenços?

estou plenamente de acordo com os franceses quando proibiram o shador nas escolas.
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De Andy Bloig a 29.09.2015 às 13:21

É disso que as pessoas deviam pensar. Até deviam ir passar 1 semana a um dos países onde a religião tem mais poder do que as normas sociais. Ou irem passear pelas ruas de uma das grandes cidades europeias, onde a vida muçulmana já domina o quotidiano. Nessa altura iram perceber as diferenças.
Ouviste o que se passou na Inglaterra no ano passado? Várias escolas públicas abriram salas de oração porque a maioria dos alunos eram muçulmanos. Depois de o governo proibir isso, alteraram os horários de forma a que o horário tivesse vazios naquelas horas. Mas, é proibido existirem referências religiosas nas escolas inglesas...

Se eles se sujeitarem ás nossas normas e formas de sociedade, que sejam bem-vindos. Se pensam que podem chegar e mudar as sociedades para serem iguais ao que tinham, então que fiquem por lá. Quando vou ali para os lados do Martim Moniz (Lisboa) encontraram-se tantas mulheres totalmente tapadas que mais parecem fantasmas. Entrar numa loja e ver uma mulher totalmente coberta só com os olhos à mostra, quando se eu levar uma máscara de carnaval, pedem-me logo que a tire, pois não posso lá andar com a máscara.
Se é para sermos iguais, essas coisas tem de ser adaptadas à sociedade onde estão. Eles não aceitam isso. É disto que as pessoas devem pensar.
Estes querem migrar para melhorar de vida... não é para fugirem de guerras e perseguições. Daí já terem os caminhos escolhidos. Um refugiado aceita ajuda de qualquer país que lhes dê apoio. Não vai escolher para onde quer ir. Qualquer coisa é melhor do que onde estavam...

Só acho giro é os meios de comunicação social não falarem dos 550 sírios a quem Portugal concedeu o estatuto de refugiado em 2012. Neste momento só estão 50 e poucos cá a viver... os outros mudaram-se para Inglaterra, França e Suécia. Porque estiveram cá 2 anos, receberam o visto de residência e mudaram para outro lado, baseado nisso.
Só que isto não interessa pensar quando se vê alguma criança falecer numa praia...
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 13:30

Ó pá....as criancinhas mortas na praia é que vendem jornais e dão audiências!

Eu por mim nem me importo nada que eles só cá estejam 2 anos, por mim podiam só ficar 6 meses.

E, tens razão, a última vez que fui a França em trabalho, fui a Toulouse e até tive medo de andar na rua. É só muçulmanos sentados no chão, em todas as ruas. No hotel aconselharam-nos para não andarmos na rua depois da meia noite!
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De dama em off a 29.09.2015 às 10:50

o lado bom dos blogs também é isto.
aprendi mais agora sobre esta situação do que a ver os jornais que so documentam o que interessa.
obrigada
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De Neurótika Webb a 29.09.2015 às 10:55

de nada...nos jornais saem as notícias editadas, especialmente nos portugueses.
o El País tem uns artigos fantásticos sobre os refugiados...é sempre bom ler a imprensa estrangeira.
:) e obrigada pela visita!
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De dama em off a 29.09.2015 às 11:24

não leio jornais. devia mas não o faço.
mas tento saber o que se passa no mundo
não vale de muito mas a minha visita tens garantida todo os dias

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