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Ora gerou-se aqui um debate fabuloso sobre a IVG, e veio à baila a responsabilidade por parte do homem.

Eu defendo que o pai deve ter uma palavra a dizer sobre o assunto, até porque tenho como exermplo dois amigos que ficaram com a guarda dos filhos. 

 

Mas, vivemos num país em que a mãe é que se lixa!

Ou seja, em caso de divórcio, ficamos com a custódia das crianças e, uma esmagadora maioria dos pais, lava as mãos de assunto.

Se isto era verdade, com a crise, tornou-se uma alrmante realidade.

E eu, sou exemplo disso. O pai do meu filho virou-lhe as costas, deixou de pagar o que foi estipulado por lei, não tenho direito a Abono de Família, e o Estado acha que 120 € por mês, que o pai paga, dá para metade das despesas do meu filho. 

Curiosamente, a minha advogada ainda está numa situação pior que a minha...o ex-marido fugiu para o Brasil e ela é que tem que arcar com todas as despesas da filha.

 

Nesta fase de crise...os tribunais estão a ser mais benevolentes com os pais...as mães, que ganham menos...que se lixem!

 

Ou seja, a famosa responsabilidade partilhada pela vida de uma criança, é uma verdadeira "história da carochinha" neste país.

 

As leis são uma verdadeira anedota!

 

Quando obrigarem os pais a pagarem por METADE da despesa que os filhos dão, a estarem PRESENTES na vida deles, a partilharem as RESPONSABILIDADES, quando as mulheres não forem DESPEDIDAS quando engravidam, ou que isso seja um factor DECISIVO na altura da contractação, quando na falha dos pais o ESTADO passar a colmatar essas falhas, pode ser que a taxa de natalidade suba neste paisínho à beira mar plantado.

 

E, interrogam-se vocês porque é que as mulheres não querem ter filhos?!?

 

Há um senhor, que entrou neste debate, e acha que estes casos são uma minoria.

Meninas, toca a contarem as vossas histórias, as das vossas amigas, e digam lá quantos homens é que cumprem a lei, quantos é que fogem às responsabilidades...

 

 

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publicado às 16:50


57 diagnósticos

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De dama de espadas em off a 28.07.2015 às 18:06

(que bom ler-te apos demorada ausência por andares nos bolos de aniversario)

eu sou uma dessas mulheres que conhece de perto um homem que fugiu ás suas responsabilidades, participou na conceção e nos primeiros anos e depois foi um vê se te avias.
esse homem é supostamente meu pai, a certidão e os laços familiares assim o dizem.
graças a ele a minha mãe teve de trabalhar em 4/5 sítios diferentes para conseguir que eu e o meu irmão andássemos na escola, tivéssemos roupa, livros, comida...
ate o nosso abono que ia diretamente para ele, nunca nos chegava ás mãos. de nada adiantava as idas a tribunal, denunciar o incumprimento. ainda me lembro de o ouvir dizer a uma juíza que não dava a pensão de alimentos porque não chegava para ele, que tinha de pagar uma casa, uma empregada que ia uma vez por semana a casa dele, e comer, vestir, fazer formações para não ser ultrapassado na área dele...
as vezes penso que se as coisas não fossem como foram, hoje teria um curso universitário (que não me punha comida na mesa é certo), tinha tido uma adolescência diferente e talvez ate teria um homem na minha vida a quem eu podia chamar de pai.
anyway esta é só uma historia, uma das milhares que ai andam...
ser pai e mãe e mais que fazer e parir.
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De Neurótika Webb a 28.07.2015 às 18:49

Eu, pessoalmente, não tenho histórias dessas. O meu pai morreu quando eu tinha 15 anos, a minha sorte é que a minha mãe era directora financeira de uma multinacional e ganhava bem.
Mas, estou a viver isto tudo com o meu filho!
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De Dama de espadas a 28.07.2015 às 22:25

Não desejo tal a ninguém. Já não basta passarem por um divórcio ainda tem de levar com isto que se arrasta anos e anos e marca, massacra, mói. Em relação ao teu filho um dia lembra se e faz o que eu fiz, desiste e deixa de ter pai ( para além do papel claro)

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De Neurótika Webb a 28.07.2015 às 23:12

Já desistiu, diz que não lhe perdoa!
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De Dama de espadas a 29.07.2015 às 09:24

Olha....
Então é como eu...
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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 11:33

é engraçado...passou à indiferença.
no outro dia, virou-se pra mim e disse-me "olha do que tu te safaste, o pai está careca e gordo!".
o meu ex-marido era lindo....mas a pdi é tramada....mas achei uma delícia o comentário do meu filho!
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De Dama de espadas a 29.07.2015 às 14:12

Safaste te de boa.... :)
Sabes o bom é isso. Os filhos crescem.
E alguns apercebem se do que tem como pais. E quando isso acontece deixam de esperar alguma coisa deles. Sim porque é mau passarmos a vida sentados á espera do que não vem.
E depois de constatarmos as merdas dos outros tentamos aprender para fazermos diferente.
Pelo menos comigo foi assim. E sei que com o teu filho também :)
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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 14:50

para o meu filho, o pai é o meu namorado. está com ele há 9 anos e adoram-se.
e, o meu enteado, apesar de termos só 15 anos de diferença, diz que eu sou o que mais se aproximou de uma mãe.
quando o conheci ele estava a entrar para a faculdade. foi para Évora, e eu ía visitá-lo, levava-lhe comida, bolinhos...essas coisas de mãe...adoro aquele miúdo.

somos uma família com miúdos com histórias identicas, estranha, porque temos mais ou menos a mesma diferença de idade de uns para os outros: tenho menos 13 anos que o meu namorado, o meu enteado tem menos 15 anos que eu e o meu filho tem menos 11 anos que o meu enteado. somos estranhos, mas finalmente felizes.
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De dama em off a 29.07.2015 às 16:22

e como tu bem sabes isso é que é importante.
que se lixem as idades, as convenções impostas pela moral e bons costumes, e ate me atrevo a dizer que se lixe, o sexo das pessoas.
estranhos ou comuns o que importa é que sejam felizes.
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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 16:36

exactamente.
tenho um amigo que se casou, teve uma filha e o casamento foi por água abaixo.
passado um ano ele assumiu-se, foi viver com um homem, e sabes o que aconteceu? a filha escolheu ir viver com eles, porque já tinha 8 anos e nessa idade o tribunal já os deixa decidir.
Hoje ela tem 15 anos e ainda vive com eles, e adora, diz que é a "Princesa" deles!
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De Fatia Mor a 28.07.2015 às 18:09

Eu... o meu pai nunca contibuiu com nada para a minha educação, já para não falar da ausência física. Durante anos deu dois mil escudos (sim, leram bem) à minha mãe e já eu tinha 14 anos (portanto 11 anos depois da guarda ter sido atribuída à minha mae) quando, em tribunal, foi decretado trinta contos. No dia em que licenciei acabou com a mesada, mesmo depois de lhe ter dito que gostava de continuar a estudar e se ele me podia ajudar.
Portanto, o meu caso é mais uma estatística. Nunca participou em livros escolares, despesas de roupa, nem me comprava nada quando estava de férias com ele.
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De Neurótika Webb a 28.07.2015 às 18:46

e achas que o meu ex dá algum dinheiro para além dos 120€?
Nem para livros, nem para médicos, nem para os óculos do miúdo...para além de que, desde que ele tinha 9 anos, não passa nem férias nem fins de semana com o pai.
O meu filho tem um irmão e não liga nenhuma ao puto, porque não cresceu com ele. Diz que o puto é uma melga e não quer saber dele.
Agora, com 17, não quer saber do pai, há dias em que nem lhe atende o telefone.
No outro dia, o pai ligou e, a saída dele foi: "Novo record, 34 segundos!", que foi a duração da chamada....
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De Fatia Mor a 28.07.2015 às 18:49

A última vez que estive com o meu foi quando a minha primeira filha nasceu. Da segunda nem os parabéns me deu!
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De Neurótika Webb a 28.07.2015 às 18:52

o teu parece o pai da madrinha do meu filho...voltou a casar, tem mais 2 filhas, tem dinheiro que nunca mais acaba...e a ela, nem a ajuda, não apareceu quando o neto nasceu, nem 1€ lhe deu para ela comprar qualquer coisa para o filho...uma lástima!
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De Fatia Mor a 28.07.2015 às 18:54

Até podia ser sim. A descrição que fizeste não anda muito longe. A diferença talvez seja que tem mais 3 filhos...
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De Neurótika Webb a 28.07.2015 às 19:07

bolas! e a tua mãe aguentou-se?
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De Fatia Mor a 28.07.2015 às 19:15

Que remédio. Valeram-nos sempre os meus avós maternos! Até porque a minha mãe tinha 17 anos quando foi mãe (e o meu pai 18).
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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 28.07.2015 às 19:52

e conheço um pessoalmente, com trinta e pouco, que se afastou no primeiro trimeste de vida da filha, começou a namorar, e nem 50 euros dá por mês, a bebé ainda nem dois anos fez.
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De Neurótika Webb a 28.07.2015 às 23:13

Pois....é o costume! A mãe é que se lixa no processo, e a criança!
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De Sarabudja a 29.07.2015 às 12:26

Não percebo qual o entusiasmo de ter um tribunal a decretar dias para se ser pai. Permitir que um homem esteja com o filho por obrigação, por imposição.
Não percebo por que se acha graça a que um homem (escolhido pela mãe) seja tão mau pai que os filhos não gostem dele.
Não entendo mesmo qual é a graça de ouvir um miúdo dizer que a mãe teve sorte de se livrar do pai porque ele é careca e barrigudo.

É também por isto que tenho tão mau feitio.

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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 12:47

mas ele não é pai, desde que se casou que deixou de ser.
antes disso deixava-o ver o filho sempre que queria.
ele apenas está a colher aquilo que semeou...eu por mim, estou-me nas tintas, desde que pague!
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De Sarabudja a 29.07.2015 às 12:49

Estamos a falar, claramente, línguas diferentes.
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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 13:09

eu percebi, mas teres uma criança de 8 anos em casa a sofrer horrivelmente porque o pai voltou a casar e já não quer passar fins de semana com ele, nem férias, deixou de o ir buscar, passava meses sem o ver....se achas que isso é que é bom
o resultado é um miúdo que não confia em ninguém, e que o pai é-lhe absolutamente indiferente.
mas lá está, para os fazer estamos lá 2, para os criarem, estão lá as mães.
pelo que dizes, os tribunais não têm o direito de chamar os pais à responsabilidade.
tenho 2 belos exemplos em casa, o meu filho que foi abandonado pelo pai e o meu enteado (já com 28 anos) que foi abandonado pela mãe, ambos com o mesmo discurso: nenhum deles se quer casar, nenhum deles quer filhos!
pelo que dizes, é de celebrar a irresponsabilidade dos pais (seja pai, seja mãe), é fazê-los e largá-los!
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De Sarabudja a 29.07.2015 às 14:36

Mas eu digo exactamente o contrário: não entendo por que se acha graça quando se ouvem os miúdos a falar mal do pai ou da mãe. É só ler. Nem sequer há ironia ou outra figura de estilo que possa escapar ao tradutor.

EU não concebo que se lute em tribunal para fazer com que um/a homem/mulher cumpra as obrigações de pai/mãe. Essas que vão além das despesas inerentes à vida de uma criança.

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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 14:44

eu achei graça, mas repreendi-o....claro!

o resto: ó Fatia Mor, vem aqui explicar a importância da presença de ambos os progenitores para o desenvolvimento saudável de uma criança!

pode ser que percebas, quando vires a tua criança a sofrer...o sentimento de impotência é avassalador.

por isso, não me choca nada que o meu filho tenha aquela atitude, o pai dele é o meu namorado! que está com ele há quase 9 anos, que o levou pela primeira vez aos karts, que o ensinou a conduzir, que foi com ele a primeira vez ao football, que o ensinou a fazer a barba...

o outro senhor já não existe na vida dele. se não percebes, eu explico, é por o tribunal não poder obrigar ninguém a cumprir as obrigações, é que resultam crianças assim, para quem os pais são tão importantes como um estranho que passa por eles na rua...não se criaram laços.

e isto não é nada, havias de ver o meu enteado a falar da mãe...ficavas com os cabelos em pé!
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De Sarabudja a 29.07.2015 às 17:01

O que eu gostava muito que entendessem, mas, a julgar pelas repostas acesas à minha opinião, a ignorância tem-me refém, é que nenhum tribunal pode decretar que alguém passe a ser boa pessoa, bom pai. Ser bom pai, estar presente.

Tenho crianças.
Vê-las sofrer é de facto avassalador.
Não preciso que me expliquem a importância das duas figuras na vida de uma criança. Já fui criança, tenho crianças, trabalho com e para crianças. (coitadinhas, queres ver?!)

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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 17:21

pois não....infelizmente...há pessoas que são um nojo, e se-lo-ão toda a vida.

mas, e isto é um desabafo pessoal, como é que um homem passa de melhor pai do mundo para uma criatura que abandona totalmente o filho? Andou 8 anos a fazer teatro?

não entendo...mas tens razão numa coisa, é preferível ele ter-se afastado.
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De Sarabudja a 29.07.2015 às 17:26

E eu, como mãe, prefiro que uma pessoa que não percebe a importância da presença, que não sente falta, se mantenha no lugar onde quer estar, do que batalhar em tribunal para lhe mostrar como é ser pai.

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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 17:28

eu até agradeci, para o manter afastado da madrasta (uma senhora digna do nome).
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De Ju a 29.07.2015 às 13:52

Não percebo bem o que queres dizer com "o homem estar com o filho por obrigação". Pelo que se pode entender, se não foi obrigado a fazê-lo não devia ser uma obrigação estar com ele. É isso que nos distingue dos animais irracionais, percebes? a capacidade de estabeler laços de afecto... mas pelos vistos nem todos são abrangidos por este grupo (o dos racionais).
Se calhar o comentário do filho é por pensar que a mãe merece melhor do que aquilo em que o pai se tornou.
Mas isso sou eu, que tenho mau feitio, a pensar alto ;)
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De Dama de espadas a 29.07.2015 às 14:22

A questão para mim vai muito além do paga ou não a pensão ajuda ou não financeiramente
A questão prende se com ser um pai presente ou ausente.
Em muitos casos depois do divórcio entre marido e mulher vemos o divórcio dos filhos. Daqueles que não pediram para nascer e que nada tiveram a ver com os problemas dos adultos.
Se me magoou o facto do meu pai não dar dinheiro?! Não. Magoava me sim ver os sacrifícios que a minha mãe passava
Se me magoou não ter prendas do meu pai? Não. Magoava me sim ele não me vir buscar, não ligar, não aparecer quando combinado. Fazia o só quando lhe apetecia e sempre pelas regras dele (dia x hora y lugar z) e aí de nos que não pudéssemos.(ligava na véspera e o mundo tinha de parar porque ele assim queria)

E a lista segue longa longa...
A decisão de o riscar da minha vida aliás foi tomada por isso mesmo. Pela longa lista de coisas que alguém que supostamente devia de me amar incondicionalmente fez.
Isso não há dinheiro nenhum no mundo que compense.
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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 14:35

eu percebo tudo isso, e sei o que o meu filho o vive na pele. ele sabe que às vezes lhe digo que não, porque não posso mesmo. há coisas que deixei de poder fazer.
ele percebe isso, os sacrifícios, a diferença da vida que tínhamos e a que temos, porque infelizmente esta crise está a dar-nos cabo da vida. tenho meses em que nem consigo tirar ordenado.
mas lá me vou desdobrando, e vou arranjando dinheiro para ele ter uma vida minimamente decente, por vezes com a ajuda da minha mãe. como a viagem de fim de ano, eu estava a ver-me aflita, porque era cara, e a minha mãe deu uma ajuda...

sabes o que ele disse?
que quem tinha obrigação de o ajudar era o pai, que o pai tem dinheiro para ter 2 gatos em casa, que provavelmente gasta mais dinheiro com eles do que com o próprio filho!
como é que respondes a isto?

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De dama em off a 29.07.2015 às 14:40

não respondes.

ficas orgulhosa porque no meio da merda toda vês que tens um filho inteligente que reconhece o esforço que fazes e sabe distinguir o mal do bem
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De Neurótika Webb a 29.07.2015 às 14:51

e tenho! um orgulho imenso.
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De Paulo Vasco Pereira a 31.07.2015 às 01:37

Não são uma minoria, não. Pelo menos pelo que assisto enquanto DT e professor.
Na época que se aproxima, compra de materiais escolares, a contribuição de €120 a €150 do pai é de todo significativa. Ironia para muitos casos. Comprei 2 manuais de matemática, do 2.ºCEB, que ficaram a ... 60€. Imagine-se a despesa total só em manuais!!! E nós, ao adotarmos um manual, nem livres somos de escolher o livro de exercícios de outra editora, por exemplo. Mas tanto há a dizer sobre manuais.
Não entendo pais que abnegam as suas crias. Homens não são!
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De Neurótika Webb a 31.07.2015 às 10:42

Obrigada! Há quem veja estas coisas....nem que sejam os professores, que partilham estes dramas connosco.

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