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Vou de férias...

por Neurótika Webb, em 31.07.15

...ficam já avisados que isto vai estar em "banho-maria" na próxima semana.

Se aqui vier é mesmo para fazer aqueles posts mete-nojo. Sabem, daqueles com fotos dos pés voltados prá água, ou cocktails refrescantes, ou petiscos apetitosos, ou do pôr-do-sol, ou eu em bikini.....

 

Mentira! Acham mesmo que eu vos vou torturar com as minhas magníficas férias?

 

(só um apontamento: na próxima 5ª feira vai ser publicado mais um capítulo do Memento Mori)

 

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publicado às 12:44

VIII.

por Neurótika Webb, em 30.07.15

Levaram-me de manhã para uma sala forrada de azulejos verdes. Já não estou zangada com ela, apenas sinto a sua falta.

Estou mergulhada na minha saudade, nem reparo nos aparelhos estranhos a um canto, perto da marquesa onde me deitam, onde me amarram os pés e as mãos.

Uma enfermeira, de cabelo curto e óculos, com um ar rígido e austero, diz-me secamente, “Mete isto entre os dentes, não deixes cair”. Olho-a nos olhos, os olhos por detrás das lentes espessas que me mostram uma infância de abusos, de dor, de espancamentos brutais por parte de um pai bêbedo. São uns olhos frios, gélidos, de quem não tem dó nem piedade, os mesmos olhos que afogaram um gato bebé, o gozo, sentimento de puro êxtase com que ela, ainda criança, observou o pequeno ser a debater-se enquanto ela o segurava debaixo de água, na ribeira por trás da casa.

Ouço a voz do médico atrás de mim, mas não tenho tempo de perceber o que diz, sinto apenas a corrente eléctrica atravessar-me o corpo, a única coisa que me fica gravada na memória é o olhar de puro deleite da enfermeira. O meu corpo entra em convulsão, não consigo parar de tremer. Sinto o sangue a correr-me do nariz e os meus dentes continuam furiosamente cravados no pedaço de madeira envolto em gaze.

Aplicam-me um segundo choque.

Está tudo negro.

Sinto-os pela primeira vez. O ódio é como um odor pungente que me penetra a alma.

Abro os olhos. Estou a ser arrastada para o meu quarto.

E vejo-os, as suas formas fantasmagóricas coladas ameaçadoramente ao corpo das enfermeiras.

Vejo a cara disforme, com queimaduras nas têmporas, a espreitar pelo ombro da enfermeira dos óculos, com um esgar de ódio e vingança.

Desmaio novamente.

Estou no meu quarto. Mas a tinta das paredes já não está descascada, na realidade cheira a tinta fresca. A cama também foi mudada, é nova.

Uma sensação de pânico invade-me, estou amarrada e não me lembro de nada. Nada da minha vida.

A enfermeira dos óculos entra, está mais nova, sem rugas, mas o olhar sádico é o mesmo. Trás na mão um balde com água, pelo menos soa a água.

Ela dirige-se à cama onde estou amarrada e despeja-o sobre a minha cabeça. Não consigo respirar, a água entra pela minha boca e inunda-me os pulmões. Estou a morrer, sinto-o, mas não há paz, só ódio e raiva. Um ódio mortal.

Acordo aos gritos, banhada em suor, apesar do ar gélido que entra pelos vidros partidos da janela.

Os choques eléctricos. Em vez deixar de ver o passado, passei a vivê-lo, através olhos dos mortos que inundam este hospital.

Mas a memória está cá. Lembro-me. Lembro-me dela e suspiro de alívio.

 

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publicado às 15:00

Pais em Panic Mode

por Neurótika Webb, em 30.07.15

Há teorias que me cansam...e que me desgastam a paciência. 

 

Quando era miúda, os meus pais passavam-se quando eu passava horas infinitas agarrada ao Cubo de Rubik, o famoso Cubo Mágico.

Chegaram a dizer, na altura, que prejudicava as crianças estar tantas horas agarradas ao dito objecto rotativo e colorido.

 

Hoje, já não é assim, o Cubo é que é bom, o diabo são os tablets e os smart phones!

 

O que me irrita, é que quem escreve sobre o assunto, é precisamente a geração que passava dias agarrada aos Spectrum 48K...computadores, a jogar, lembram-se?

 

Aparentemente saímo-nos todos bem, com os Pack Man, o Pong, o Tetris e, eu que fui uma verdadeira mestre da coisa, o Super Pang.

 

Nós, a quem eu gosto de chamar a "Geração Lucas-Spielberg", éramos as estrelinhas das novas tecnologias e crescemos com elas, andamos agora a suspirar por jogos de rua e joelhos esfolados? Nós, a primeira geração completamente agarrada aos computadores, queremos impor uma abstinência tecnológica aos nossos filhos?

 

Das duas uma: ou temos uma péssima auto-estima, e não queremos que as nossas crianças sejam iguais a nós (quanto a mim não acho que me tenha saído mal, mas isso sou eu que tenho uma auto-estima de escala inter-galáctica)....Ou somos todos uma camabada de hipócritas?!?

 

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publicado às 12:56

O Wi-Fi ficou mais glamoroso!

por Neurótika Webb, em 29.07.15

Estou a escrever um artigo sobre o assunto e apetece-me partilhar esta fabulosa história convosco.

 

Ao fim de 50 anos, foi reconhecida a inventora da tecnologia wi-fi, desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial, o que era para ser uma nova forma de comunicação que não podia ser interceptada pelos Nazis, a "frequency hopping". A Marinha, quando viu os planos, disse à senhora que aquilo não servia para nada, que ela devia era contribuir para o esforço de guerra angariando dinheiro e, ela deu a patente à Marinha, que a desenvolveu. Quem recebeu os louros foram homens, claro!

 

A inventora é uma mulher, e bem conhecida dos cinéfilos...é Hedy Lamarr, a actriz austríaca que conquistou Hollywood!

 

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publicado às 14:00

Ora gerou-se aqui um debate fabuloso sobre a IVG, e veio à baila a responsabilidade por parte do homem.

Eu defendo que o pai deve ter uma palavra a dizer sobre o assunto, até porque tenho como exermplo dois amigos que ficaram com a guarda dos filhos. 

 

Mas, vivemos num país em que a mãe é que se lixa!

Ou seja, em caso de divórcio, ficamos com a custódia das crianças e, uma esmagadora maioria dos pais, lava as mãos de assunto.

Se isto era verdade, com a crise, tornou-se uma alrmante realidade.

E eu, sou exemplo disso. O pai do meu filho virou-lhe as costas, deixou de pagar o que foi estipulado por lei, não tenho direito a Abono de Família, e o Estado acha que 120 € por mês, que o pai paga, dá para metade das despesas do meu filho. 

Curiosamente, a minha advogada ainda está numa situação pior que a minha...o ex-marido fugiu para o Brasil e ela é que tem que arcar com todas as despesas da filha.

 

Nesta fase de crise...os tribunais estão a ser mais benevolentes com os pais...as mães, que ganham menos...que se lixem!

 

Ou seja, a famosa responsabilidade partilhada pela vida de uma criança, é uma verdadeira "história da carochinha" neste país.

 

As leis são uma verdadeira anedota!

 

Quando obrigarem os pais a pagarem por METADE da despesa que os filhos dão, a estarem PRESENTES na vida deles, a partilharem as RESPONSABILIDADES, quando as mulheres não forem DESPEDIDAS quando engravidam, ou que isso seja um factor DECISIVO na altura da contractação, quando na falha dos pais o ESTADO passar a colmatar essas falhas, pode ser que a taxa de natalidade suba neste paisínho à beira mar plantado.

 

E, interrogam-se vocês porque é que as mulheres não querem ter filhos?!?

 

Há um senhor, que entrou neste debate, e acha que estes casos são uma minoria.

Meninas, toca a contarem as vossas histórias, as das vossas amigas, e digam lá quantos homens é que cumprem a lei, quantos é que fogem às responsabilidades...

 

 

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publicado às 16:50

Promover o turismo em Cascais

por Neurótika Webb, em 28.07.15

Eu sei que já me fartei de refilar por causa da época balnear, que é um pesadelo morar junto à praia, que não há lugar para estacionar e mais blá, blá, blá, blá...

 

Mas....apesar de tudo, o turismo, ainda é dos poucos "motores" da economia que nos restam, assim sendo, é de nos agarrarmos a ele com unhas e dentes.

Ora, para promover o turismo, o que é que as brilhantes cabecinhas da Câmara Municipal de Cascais fazem em plena época balnear?

Multam carros mal estacionados!

 

De há cerca de 15 dias pra cá, estas mentes iluminadas, decidiram lançar uma acção de "caça à multa", o que é o mesmo que dizer, "é melhor ficarem em casa que os restaurantes e bares de praia não precisam do vosso dinheiro pra nada!"

No final do Verão, vamos ver quem resiste a esta onda de multas e ainda consegue manter as portas abertas.

Como é apanágio deste governo, vamos esmifrar o máximo este ano, e pró ano logo se vê!

Pode ser que as multas deste ano compensem o que se vai perder com o fecho dos restaurantes e bares.

 

É de dar os parabéns ao energúmeno que teve esta ideia, até estou a pensar começar uma colecta solidária para lhe comprar um cérebro, que claramente o senhor não tem!

 

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publicado às 12:29

Há uma primeira vez para tudo...

por Neurótika Webb, em 28.07.15

Nunca me tinha acontecido semelhante coisa.

Entendo perfeitamente que as pessoas tenham que aprender.

Compreendo que a prática é que leva à perfeição, se é que isso existe.

Mas, não me lixem!, ir ao cabeleireiro cortar a franja, apanhar uma miúda que acabou de sair da escola que, além de me ter deixado a franja torta, conseguiu cortar-me um bocado da sobrancelha direita...é dose!

 

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publicado às 12:18

Finalmente......acabouuuuuu!

por Neurótika Webb, em 28.07.15

E, estou aqui que nem me aguento.

 

Parece que toda a gente que conheço faz anos no mês de Julho, incluindo o meu filho e o meu namorado.

É lindo, mas não!

Não é só festas. É um sem fim de compras de prendas, de organização de festas e merdas.

Finalmente, ontem, dei por encerrada a época dos aniversários.

Estou de volta....pelo menos até Sexta, porque no Domingo vou de férias.

 

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publicado às 11:30

Estava eu aqui com a neura...

por Neurótika Webb, em 24.07.15

...e recebo isto por email.

Obrigada pela gargalhada...estava mesmo a precisar!

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publicado às 17:24

Estamos em 2015 ou 1950?

por Neurótika Webb, em 24.07.15

Às vezes duvido daquilo que ouço. 

Conversa na mesa ao lado, a criatura não deve ter mais que 25 ou 26 anos:

 

- Odeio trabalhar. Se pudesse virava dona de casa. Acho que as mulheres deviam ser proibídas de trabalhar e deviam ser obrigadas a ficar em casa a tratar dos filhos.

 

Claro que vai aqui um "putedo" que nem se aguenta, com as colegas quase a começarem uma nova revolução feminista.

 

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publicado às 13:18

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